Publicado em: sábado, 12/05/2012

Sonar 2012: Kraftwerk traz show para o Brasil

Pouco tempo depois de ter estreado o famoso show em 3D em Nova York, a banda Kraftwerk trouxe para o Brasil o grande espetáculo. A apresentação do quarteto aconteceu ontem, sexta feira (11), no festival Sonár. Críticos musicais afirmam que, sem dúvidas, o grupo alemão era o mais esperado do festival.

A participação deles foi confirmada bastante em cima da hora, depois do cancelamento da participação de Björk. A substituição parece não ter desapontado o público. Esta é a quarta visita da banda no país e o show apresentado no Sónar conseguiu superar o que havia sido feito no Brasil até o momento.

A apresentação do grupo começou com a música “The Robots”, clássico do disco “The Man Machine”, de 1978. O grupo é bastante paradão. No palco, liderado pelo único remanescente da formação original, Ralf Hutter, os integrantes ficavam imóveis, apenas atrás de seus equipamentos.

Os movimentos, só se viam no telão montado ao fundo do espaço, apresentando imagens de figuras robóticas, que imitavam os membros da banda.

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Como já havia sido anunciado, essas imagens eram em 3D. para que todo o público pudesse acompanhar, mais de 15 mil óculos com a tecnologia foram distribuídos a quem entrava no festival. A proposta não conseguiu funcionar 100%, já que na primeira música, apenas quem estivem exatamente a frente do palco poderia aproveitar os efeitos. Um leve deslocamento para as laterais já afetava a visualização.

A segunda música conseguiu tirar aplausos do público com os efeitos. Acompanhando a música “Spacelab” foram projetadas na tela imagens de satélite que flutuavam no espaço. Bastou que o primeiro deles desse a impressão de se encaminhar ao público para que palmas e gritos fossem exprimidos fortemente.

A reação foi bastante parecida em outros momentos da apresentação, como no caso da chuva de número na canção “Numbers” e os gráficos em “The man machine”. A principal responsável por levantar o público foi mesmo a música.

Tanto “Autobahn” e “Trans Europe Express”, quanto na mais pesada de “Radioactivity”, ou nas que tem batida mais dançante, como de “Numbers” e “Music Non Stop” o público foi ao delírio. Apesar dos pedidos de bis, o quarteto não voltou ao palco.

O líder do grupo se despediu da platéia com “Good night. Auf Wiedersehen”. Quem pensa que é pouco não conhece a banda. As palavras são bem mais do o líder alemão costuma falar normalmente nas apresentações.