Publicado em: quarta-feira, 28/03/2012

Sócio da Dynamo diz que está devolvendo dinheiros para investidores

Em função do perfil da gestora de recursos Dynamo, a empresa está com dificuldade de encontrar bons negócios para colocar o dinheiro dos seus investidores. É raro se interessar por empresas pequenas e isso ocorreu muito poucas vezes em quase 20 anos de trabalho. A Dynamos também evita negociar ações que não estão na bolsa de valores. Com a instabilidade do mercado a gestora está com problemas, pois, na sua perspectiva, não há bons investimentos. Com isso ela está devolvendo dinheiro aos investidores por falta de oportunidade de investir em projetos lucrativos. A principal característica da empresa é o cuidado estratégico com investimentos, pois todas as vezes que vão decidir sobre um novo empreendimento, cerca de 20 analistas discutem o tema.

Essa devolução do dinheiro, segundo um dos gestores que trabalha na gestora, ocorre, pois não há preços muito atraentes no mercado se observadas as características das empresas. Em momentos em que não há certeza, é melhor não aplicar o dinheiro, pois isso pode ser um risco. Na perspectiva da empresa não é a falta de tempo para a análise que impede os negócios, mas sim a falta de bons negócios associados a preços razoáveis. Para o gestor, o mercado está caro, pois faltam empresas de qualidade e com boas perspectivas que mereçam os valores que estão sendo pedidos pelas negociações.

Dynamo não se aventura em setores que não tem segurança e habilidade

A princípio parece falta de tempo para procurar, no entanto a Dynamo usa 80% do tempo para avaliar as empresas. Como não há tantas, é possível se dedicar as informações disponíveis sobre cada uma delas. No entanto, embora tenham muito tempo para se dedicar a cada uma, há poucas à disposição dos investidores e isso é um problema, pois diminui o universo da Dynamo.

Além de poucas, a própria gestora toma algumas precauções e não trabalha em todos os setores. De acordo com os gestores, a Dynamo não investe em companhias das áreas de tecnologias e commodities. A gestora prefere não se aventurar em companhias de tecnologia e commodities. O problema do primeiro setor, por exemplo, é a instabilidade do mercado, pois não há como saber o que terá valor amanhã.