Publicado em: sexta-feira, 15/06/2012

Só dois a cada dez doadores de sangue não têm laços afetivos com os receptores, diz levantamento

Neste dia 14 de junho é comemorado o dia Mundial do Doador de Sangue e são comuns tanto nessa data, como em diversas épocas do ano as campanhas que visam incentivar que as pessoas doem sangue.

Porém um levantamento feito pelo Hospital A Camargo mostrou que apenas duas a cada dez pessoas fazem a sua doação de sangue sem ter nenhum tipo de laço afetivo com os receptores. Ou seja, as pessoas só se sentem motivadas a fazer uma doação de sangue quando algum amigo ou parente é quem está precisando de sangue.

As bolsas de sangue são muito importantes no dia a dia de um hospital, já que são utilizadas em cirurgias ou em tratamentos quimioterápicos, por exemplo.

De acordo com a hemoterapeuta e hematologista da instituição de saúde, Rivânia Almeida de Andrade, o hospital recebe em média de 60 a 70 doadores de sangue todos os dias. Porém, apenas 20% deles vão doar sangue por vontade própria. Os demais só doam sangue depois que as equipes do hospital fazem uma campanha interna com os familiares e amigos dos pacientes que estão internados.

Vale lembrar que nos meses de junho e julho o estoque nos bancos de sangue cai consideravelmente e por conta disso as campanhas de doação de sangue se intensificam nesta época do ano. Essa queda no número de doações é atribuída tanto à chegada das férias escolares, como também ao inverno.
Quem doa sangue pode ainda diagnosticar diversas doenças, já que todo o sangue recolhido é analisado. Na lista de doenças que são diagnosticadas por alguns hospitais que aceitam doações de sangue, estão câncer de próstata, pâncreas e tireoide. Além disso, em todas as unidades doenças como Aids, hepatite B e hepatite C, doença de chagas e sífilis.