Publicado em: quinta-feira, 03/11/2011

Síria volta a atacar manifestantes após aceitar plano da Liga Árabe

O governo da Síria comandado por Bashar al-Assad aceitou nesta quarta-feira (02) o plano da Liga Árabe para conter as repressões violentas que vem sendo administradas pelas Forças de Segurança do país a fim de conter as manifestações contra o regime. Al-Assad aceitou “sem reservas” o plano proposto. Estimativas calculam que a repressão já deixou mais de 3.000 mortos desde março, quando as manifestações começaram. Porém, as Forças de Segurança lançaram novo ataque contra a cidade de Homs nesta quinta-feira (03).

Os principais pontos do plano da Liga Árabe são: “1) fim total da violência, qualquer que seja sua origem, para proteger os civis sírios; 2) libertação dos detidos durante os recentes acontecimentos; 3) evacuação de toda a força militar das cidades e bairros residenciais; 4) autorização para que as organizações pertencentes a Liga Árabe e a imprensa árabe e internacional se locomovam livremente na Síria para informarem sobre a situação do país”.

Além destas condições, a Síria também havia concordado em autorizar a entrada de jornalistas no país. Após o bloqueio à imprensa, as informações sobre a Síria são repassadas por representantes ativistas e órgãos oficiais. O ataque desta quinta-feira em Homs deixou ao menos quatro mortos.

Em uma das suas falas sobre a Síria, Assad descreveu metaforicamente que ela “está em uma falha geológica, e se vocês mexerem com o chão, vão causar um terremoto. Vocês querem ver outro Afeganistão, ou dezenas de Afeganistões?” De acordo com o governo, os militantes são financiados e armados por governos estrangeiros.