Publicado em: terça-feira, 27/03/2012

Síria irá aceitar plano de paz, diz Annan

Nesta terça-feira (27), o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse que o governo da Síria aceitou a proposta feita por ele para que termine a série de conflitos que afetam o país desde março do ano passado. No entanto, a oposição do país também deve aceitar o plano de Annan e o governo sírio deve colocar as reformas genuínas em prática.

O anúncio foi feito por Kofi Annan na China, onde o enviado especial foi em busca de apoio político para a sua proposta. Assim como a Rússia, a China não aceitou as resoluções feitas pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Síria, que tinham sido propostas por países árabes e ocidentais. Annan, por sua vez, disse ao primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, que é preciso a cooperação de todos para que o conflito seja encerrado.

Plano de Annan

O plano proposto por Kofi Annan não solicita que o ditador Bashar al-Assad saia imediatamente do poder. O plano propõe que medidas sejam colocadas para que acabem com as hostilidades no país, afinal, de acordo com informações da ONU, ao menos oito mil pessoas já foram mortas. Segundo Annan, seu plano prevê a saída das tropas dos centros e de armas pesadas, a libertação dos prisioneiros, e acesso aos jornalistas e a ajuda humanitária.

É possível que o governo tenha aceitado o plano por acreditar que tenha conseguido acabar com seus opositores. De acordo com a agência Associated Press, Bashar al-Assad foi ao distrito de Baba Amr, em Homs, nesta terça-feira. Esta localidade foi recentemente bombardeada por tropas de Assad, o que, segundo a oposição, provocou um massacre no lugar.