Publicado em: sexta-feira, 07/10/2011

Síria impede entrada da ONU e defende reforçar direitos humanos

O governo da Síria recusou nesta sexta-feira (07) autorizar a entrada da equipe do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a qual tem o objetivo de verificar como estão sendo garantidos os direitos humanos da população de todos os países que fazem parte das Nações Unidas. No caso da Síria, a análise levaria em consideração a violação dos direitos nas repressões contra as manifestações do povo que tenta derrubar o regime de Bashar al Assad.

A negativa faz parte da tentativa do governo sírio de evitar a interferência ocidental na situação do país. Nesta sexta-feira, a Síria participa do Exame Periódico Universal (EPU), obrigatório para todas as nações reconhecidas pela ONU. Justamente pela atual situação da Síria, a expectativa em Genebra era grande pelo discurso do vice-ministro de Exteriores, Faisal Mekdad. Porém, o representante da nação não fez nenhuma concessão. Ao contrário do esperado, Mekdad afirmou que o país está passando pela reforma democrática e que a população tem liberdade de expressão e manifestação.

De acordo com o vice-ministro, “o governo da Síria vai continuar seu trabalho para reforçar os direitos humanos para que possamos estabelecer uma sociedade democrática em linha com a lei da ordem, em linha com o que as pessoas merecem e almejam”.

Na quinta-feira (06) foi divulgado o número atualizado de mortos desde as manifestações na Síria, o qual supera 2.900. O vice-ministro defende que pelo mais de 1.100 integrantes das forças de segurança foram mortos durante os protestos “por terroristas que são abastecidos com armas de alguns de nossos países