Publicado em: terça-feira, 06/03/2012

Sindicato pede ajuda à Polícia Militar para a entrega de combustíveis em SP

Na noite dessa segunda-feira (5), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) pediu ajuda à Polícia Militar para garantir que aqueles motoristas que não aderiram à paralisação do setor possam trabalhar normalmente nesta terça-feira (6). A paralisação do abastecimento dos postos de gasolina aconteceu em protesto às novas restrições à circulação de caminhões pela Marginal Tietê, via mais movimentada da capital paulista.

Nesta segunda (5), nenhum caminhão de combustível circulou por São Paulo e estima-se que cerca de 80% dos postos da cidade não foram abastecidos. Os dias de maior movimento são durante o final de semana e por isso os estoques dos postos costumam estar baixos. Em função disso, muitos postos já estão sem alguns combustíveis. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), isso pode afetar outros setores como hospitais, transportadoras e empresas de ônibus.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a partir desta semana, os caminhões não poderão trafegar pela via das 5h às 9h e das 17h às 22h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h. De acordo com a CET, o objetivo é “reduzir as ocorrências envolvendo caminhões que interferem no tráfego da região nos horários de pico”. A fiscalização deverá ser realizada por agentes de trânsito e por radares fixos. Quem descumprir a lei será multado em R$ 85,13 e receberá quatro pontos na habilitação.

Cerca de 450 caminhoneiros participaram da assembleia que decidiu parar o transporte de combustíveis nesta segunda-feira. Segundo o Sindicam, a restrição de caminhões na Marginal por nove horas é um abuso. Os caminhoneiros afirmam ainda que não há nenhuma alternativa viável de rota, pois aumentaria os custos do trabalho, já que as viagens seriam mais longas.

Em comunicado divulgado pela Secretaria Municipal de Transportes, a CET afirmou que após realizar reuniões decidiu manter o horário das restrições. “O período de oito horas [das 9h às 17h, quando o tráfego está liberado nas vias] representa uma jornada de trabalho do caminhoneiro e, com isso, ele poderá fazer a entrega dos produtos pela cidade durante o dia e retornar ao seu destino. No período da noite e madrugada, os motoristas de caminhões terão sete horas para transitarem”, comunicou.