Publicado em: sábado, 09/06/2012

Sinais de violência na Síria são identificados por observadores da ONU

Na manhã de ontem, sexta feira (08), observadores da Organizações das Nações Unidas (ONU) conseguiram entrar na Síria, na vila de Qubair, localizada na Província de Hama (centro). Lá, eles observaram muitas casas queimadas e covas onde vítimas do massacre teriam sido enterradas na quarta feira. As informações são do ativista Mousab Alhamadee.

Os observadores já haviam tentado se aproximar da área, na última quinta feira (07), mas foram forçados a retornar depois de terem sido tomados como alvo de disparos de armas de baixo calibre, conforme informou Ban Ki-moon, secretário geral da ONU. Entretanto, ele não chegou a mencionar se o incidente terminou com vítimas.

Segundo informações divulgadas pela rede de notícias BBC, que conta com um correspondente na equipe de observadores, a vila de Qubir apresenta prédio com restos humanos e inúmeras construções carbonizadas. Ainda assim, não está claro o que teria acontecido com os corpos das vítimas que foram relatados pelas ativistas. Alguns dos corpos podem ter sido enterrados na vila de Maarzaf, vizinha da região.

Medidas

A oposição afirma que forças governamentais teriam retirado inúmeros corpos no momento em que os observadores da ONU estavam tentando acessar o local, na última quinta feira. O general norueguês Robert Mood, chefe da missão de observadores do órgão, afirmou que os integrantes da ONU que estão atuando na Síria haviam sido barrados principalmente por forças do Exército.

O atual regime do ditador Bashar al-Assad impossibilita o acesso de toda a imprensa, sendo impossível confirmar pessoal o número correto de mortos e as circunstâncias do massacre. O Conselho Nacional Sírio e o Comitê de Coordenação Local, dois grupos de ativistas, indicam que o massacre resultou na morte de quase 80 pessoas, inclusive crianças e mulheres.

Apesar das indicações, o regime do país aponta que são responsáveis pelas mortes apenas os terroristas, respondendo pela morte de somente nove pessoas. Imagens mostrando mulheres e crianças mortas foram exibidas pela TV estatal do país, acusando terroristas pela matança.