Publicado em: quarta-feira, 11/04/2012

Setor de bebidas vai a Brasília para pedir que o governo não eleve os impostos

Depois que o governo anunciou que deve aumentar a taxa tributária para bebidas frias com o objetivo de compensar as desonerações feitas no setor industrial através do plano Brasil Maior, representantes dos fabricantes se reuniram com a equipe econômica do Ministério da Fazenda durante o dia de ontem. O objetivo é que esse plano de aumentar a carga tributária do setor seja revisto pelo ministério. O governo pretende rever a base de cálculo do PIS/Cofins para o setor de bebidas.

Herculano Anghinetti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), disse que as empresas não podem mais absorver esses impostos sem transferir um preço mais alto para o consumidor. Além disso, o setor deve diminuir os investimentos. Anghietti se reuniu ontem com Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal, para apresentar as reivindicações das empresas de bebida e também para falar dos impactos dessa revisão para os consumidores e para a própria inflação.

De acordo com Anghietti, essa mudança pode elevar o IPCA em pelo menos 0,5%. Ele disse ainda que existem casos em que o valor final das bebidas subirá 2% ou 3%.

Outro problema é que o setor não pode deixar de investir neste período, pois precisa se preparar pra os grandes eventos esportivos agendados para os próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em 2011 o governo já aumentou o IPI e o PIS/Cofins para o setor e essa variação teve impacto nos investimentos. O setor previa um investimento de R$ 7 bilhões, mas estes ficaram abaixo de R$ 6 bilhões. Agora o setor estima um investimento de R$ 7,9 bilhões para 2012. Segundo Anghinetti, é preciso investir para receber as Olimpíadas e a Copa do Mundo.