Publicado em: quinta-feira, 29/03/2012

Setor agrícola pede diminuição dos tributos

A situação tributária, que até o momento só vinha causando problemas para as indústrias, agora ataca o setor agrícola. Essa grande quantidade de taxas e impostos está prejudicando a economia nacional, pois as empresas não conseguem manter as atividades. O maior problema do setor agrícola é que a alta dos tributos reflete no preço dos alimentos adquiridos pelo restante da população que não trabalha diretamente com o setor, mas é atingido pela alta de preços.

De acordo com informações fornecidas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), somente em 2011, o agronegócio foi responsável por 22,74% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em relação a 2010 houve um aumento de 0,96% totalizando, chegando a R$ 942 bilhões. No entanto, mesmo com o crescimento do setor, os alimentos enfrentam a alta de preços. Isso pode ser percebido, por exemplo, no preço da cesta básica no município de São Paulo que aumentou 6,43% desde 2011 até março deste ano. Esses dados foram fornecidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Enquanto o setor industrial e de exportação recebem desoneração na folha de pagamento, o setor agrícola não possui os mesmos benefícios. Para melhorar a situação e preciso que o governo faça medidas também para o setor interno de produção agrícola. De acordo com Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), a primeira questão que o governo precisa retomar é a simplificação dos impostos. Alvarenga disse que há uma serie de impostos que nós não sabemos o porquê estamos pagando. Isso dificulta saber o quanto de imposto tem em cada produto.

Além da simplificação o setor agrícola também pede a redução de parte desses impostos, da mesma forma que o industrial. Alvarenga disse que é preciso uma diminuição, pois anualmente 40% do preço é apenas de tributação. Os insumos usados estão cada vez mais caros e a venda também é tributada em seguida, o que diminui consideravelmente os lucros. Ele disse ainda que considera absurdo que onde as pessoas passam fome, os alimentos sejam tributados.