Publicado em: segunda-feira, 26/03/2012

Sete milhões de crianças devem participar da Provinha Brasil em 2013

De acordo com uma estimativa do Ministério da Educação (MEC), cerca de 7 milhões de crianças de 8 anos devem participar do próximo ano da nova versão da Provinha Brasil, exame que irá avaliar o nível de alfabetização dos alunos. A prova era aplicada aos alunos do 2º ano do ensino fundamental, servindo como uma análise interna para o professor conhecer o nível de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, sem a divulgação dos resultados obtidos.

Entretanto, nesta semana, o ministro Aloizio Mercadante anunciou uma reformulação do exame para que se possa ter um panorama da alfabetização no Brasil. O exame acabará sendo um dos instrumentos do programa Alfabetização na Idade Certa, ainda uma proposta do MEC.

Até então, a única avaliação mais séria que os alunos do fundamental participavam era a Prova Brasil, aplicada para os alunos do 5º ano, responsáveis pelos resultados que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Índice determina a qualidade de ensino oferecido pelas escolas em todo o Brasil.

Priscila Cruz, diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, disse que é essencial que a avaliação das crianças acontece o quanto antes, para que problemas sejam detectados precocemente. Ela ainda comenta que o apoio à iniciativa vem no sentido de conseguir elaborar um programa com objetivo de alfabetizar na época certa.

Indicativos

Em 2011, o Programa Todos pela Educação realizou um exame de amostra, para medir a alfabetização de estudantes com a mesma faixa etária. Os resultados indicaram que mais de 40% dos alunos que terminaram o 3º ano do fundamental não possuíam capacidade de leitura adequada.

Para a Undime, União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação, as alterações na Provinha Brasil pode alcançar bons resultados na rede de ensino, dependendo apenas da forma que for organizada. A Undime defende ainda que o exame seja aplicado somente aos alunos do 3º ano. Cleuza Repulho, presidente da Undime, acredita que se a avaliação for bem aplicada, poderá servir para planejar ações das secretarias e estimular os educadores a buscarem novas estratégias nas salas de aula.