Publicado em: quarta-feira, 04/07/2012

Servidores se reúnem com Gilberto Carvalho e tentam negociação

A greve que envolve os servidores públicos que trabalham nas instituições federais não há prazo para terminar. Hoje é o 17º dia e ela ocorre em 22 estados mais no Distrito Federal. Funcionários de 26 setores aderiram à greve. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, as negociações estão ocorrendo, mas o governo já disse que somente dia 31 de julho terá propostas viáveis para apresentar aos funcionários. Depois de anunciado este prazo e preocupados com a demora e o descaso do governo com a greve, os servidores se reuniram com o ministro Gilberto Carvalho, já que ele é chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Os servidores pendem que ele interceda no Planejamento para que as negociações avancem de maneira mais rápida e logo todos possam voltar ao trabalho. O governo não possui números exatos de quantos funcionários estão sem trabalhar desde junho. No dia 2 de julho a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) fez reunião com o Ministério do Planejamento e Gestão (Mpog) para tentar a avançar mais nas negociações.
Os funcionários pedem questões básicas para serem resolvidas: a recomposição salarial, aumento no valor do auxílio-alimentação e saúde, melhora no plano de carreira e pela realização de novos concursos públicos para suprir a demanda das universidades que possuem poucos funcionários e precisam de mais contratados.

Confederação realiza movimentos para chamar a atenção do governo e da população

Com o objetivo de melhorar a visibilidade do movimento grevista, ontem a Condsef realizou encontros com diversos setores e hoje haverá uma programação especial para marcar o Dia Nacional de Lutas nos estados. Está programado ainda para este mês um acampamento na Esplanada dos Ministérios, na terceira semana do mês e também uma marcha a Brasília, que está agendada para dia 18. Ao todo há funcionários da saúde, professores e de diversos ministérios em greve. Há também uma série de institutos paralisados, como o Ibama, o Dnit e o Inpi.