Publicado em: sábado, 11/08/2012

Servidores das universidades federais recusam proposta do governo

Servidores das universidades federais recusam proposta do governoDepois de o governo apresentar a primeira proposta de reajuste, os técnicos administrativos de universidades federais recusaram e pedem um aumento maior. O governo ofereceu ontem reajuste de 15,8% que seria dividido até 2005. Representado os servidores, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) pediu que o aumento fosse dado logo em 2013 e não de maneira fracionada até 2015. Juntamente com a Fasubra, estava o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) que também pediram o aumento para 2013. Eles pedem ainda que haja possibilidade de reajuste em outros anos seguintes. Caso esses pedidos sejam atendidos, a greve será encerrada. Caso o governo prefira um aumento de forma fracionada até 2015, os sindicalistas apresentaram uma segunda proposta de aumento de 25%. De acordo com Janine Teixeira, coordenadora da Fasubra, as universidades estão paradas e os alunos sem matrícula. Ela ressaltou que com tanto transtorno não dá para sair sem nada. Ela ressaltou que se não houver negociação até os vestibulares podem ficar suspensos. Como contraproposta, Janine disse que a Federação e o Sindicato apresentaram a possibilidade de 15,8% de aumento já em 2013.

Impacto no Orçamento é de 2,1 bilhões, diz secretário de Relações do Trabalho

De acordo com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, o governo apresentou nos últimos dias proposta tanto para os funcionários quanto aos professores do ensino superior. Ao todo o impacto no Orçamento pode chegar a R$ 2,1 bilhões em 2013 com os dois reajustes. Mendonça ressaltou que a expectativa das entidades não leva em consideração a capacidade do governo de atender todos os pedidos. É preciso, segundo ele, considerar o Orçamento do governo. Há uma semana o governo assinou acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), no entnato algumas universidades continuam em greve.