Publicado em: segunda-feira, 23/04/2012

Servidores das universidades federais programam paralisação para quarta-feira

Os funcionários técnico-administrativos de todas as universidades federais do país se reuniram pra pedir aumento de salário e outras reivindicações como vale-transporte e vale-alimentação. Para pressionar o governo federal, os servidores optaram por fazer uma paralisação na próxima quarta-feira, dia 25 de abril. Também já estão agendadas mais duas paralisações: uma no dia 9 de maio e outra no dia 10 de maio. A categoria está reivindicando por um aumento de salário, já que atualmente o piso é de R$ 1.034,59. Além disso, pedem reajustes no plano de carreira.

De acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), a última greve feita pelos servidores não trouxe grandes e significativos resultados para a categoria, por isso ficou decidido uma nova paralisação para mostrar ao governo que o setor está descontente com o salário e com os poucos benefícios que recebe. Os técnico-admnistrativos das universidades pedem que o piso salarial seja correspondente a pelo menos três salários mínimos, o que equivale hoje a aproximadamente R$ 1,9 mil. Eles pedem ainda o comprometimento do governo em efetivar o acordo firmado em 2007 com a categoria.

Segundo informações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo mantém diálogo constante com os representantes dos servidores. O ministério afirmou ainda que as reivindicações estão passando por análise de Sérgio Mendonça, secretário de Recursos Humanos. Na próxima terça-feira (24) está agendada uma reunião entre a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e um representante do ministério. A última greve ocorreu ano passado e durou quatro meses. Durante este período o governo não negociou com os grevistas, pois a paralisação foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça. Segundo a Fasubra, 30 de maio é a data limite para que o governo apresente uma proposta de acordo com os servidores das universidades. Caso isso não ocorra, uma nova greve poderá ser feita.