Publicado em: quarta-feira, 02/05/2012

Sequestro de jornalista francês é confirmado

Na tarde de ontem, terça feira (01), uma ligação telefônica atribuiu às Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a retenção do jornalista Roméo Langlois como prisioneiro de guerra. O jornalista francês desapareceu há três dias em região de conflito em terras colombianas.

Uma suposta rebelde lê um curto comunicado em uma chamada via telefone celular para outro jornalista que viajava na mesma área onde o francês foi identificado pela última vez. O comunicado afirmava que um jornalista francês, vestido com roupa militar e capturado em combate está sob domínio das Forças como prisioneiro de guerra.

Condições

O jornalista está com ferimento leve no braço, mas já teria sido atendimento, ficando fora de perigo, informava o comunicado. O francês foi visto pela última vez no sábado passado e a mensagem foi repassada aos jornalistas que se dirigiam a este local.

Langlois tinha viajado como correspondente de uma rede de TV, a “France 24”, acompanhando um contingente militar e policial, que estava mobilizado em uma operação antidroga.

O comandante da Divisão de Ataque Aéreo do Exército, general Javier Rey, declarou que não é possível ter certeza no momento se o jornalista está sob poder das Farc, mas é o que tudo indica. A suposição é baseada no fato de que em meio ao combate, o jornalista acabou se afastando das tropas e se dirigiu onde os insurgentes estavam reunidos.

Antes de subir ao helicóptero militar que o levou até Unión Peneya, aldeia em Caquetá que conta com uma forte presença rebelde, o jornalista havia recebido um capacete e colete. Mas, o deslocamento de Langlois ocorreu depois dele ter tirado os equipamentos.

O francês estava na região com a proposta de documentar a forma como as forças de segurança da Colômbia estavam lidando com o narcotráfico, de acordo com o jornalista italiano Simone Bruno, companheiro de trabalho de Langlois.