Publicado em: sexta-feira, 07/12/2012

Seminário faz o debate de diretrizes para a educação quilombola

Seminário faz o debate de diretrizes para a educação quilombolaO ministro da Educação Aloizio Mercadante disse na abertura do 2° Seminário Nacional da Educação Escolar Quilombola que a história africana e a contribuição de pessoas afrodescendentes são as maiores demandas que existem para a formação de professores no país. O seminário contém representantes de comunidades quilombolas, gestores e secretarias de educação e ocorreu ontem (6) e nesta sexta-feira (7), no prédio do Ministério da Educação, na capital Brasília.

Este encontro tende a fazer a discussão de diretrizes da educação de escolas quilombolas que o Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu e como ocorrerá a implementação, junto da participação de pessoas que representam o MEC e destas comunidades. Vão ser realizadas palestras e apresentadas experiências feitas em escolas dessas comunidades.

A regulamentação que o CNE propõe faz a abrangência de uma formação dos professores, além da discussão do currículo e as identidades nas comunidades quilombolas. Um dos objetivos deste seminário é que seja desenvolvido um plano para a implementação de diretrizes curriculares.

Conforme aponta o ministro, os quilombos brasileiros foram importantes por não se curvarem diante da escravidão, e construíram comunidades que continuam com a lembrança desta luta pela sua liberdade. Mercadante ainda diz que estas diretrizes não servem somente para comunidades quilombolas, elas deverão estar presentes em todas as salas de aula brasileiras.

Segundo Macaré Maria Evaristo, diretora do MEC para políticas de educação no campo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), estas diretrizes apontam como as escolas destas comunidades quilombolas devem se estruturar, ela diz que devem ser pensadas questãoes como aprendizagem, desenvolvimento e ensino, além de que o currículo escolar contenha a memória, a tradição, a história de luta e a resistência qu essas comunidades passaram.

O Ministério da Educação vai discutir políticas com maior especificidade na formação de professores, e que ocorra a garantia de infraestrutura para as escolas quilombolas, além do material didático usado nas escolas que devem levar em consideração história e tradição destas comunidades.