Publicado em: sábado, 28/06/2014

Segundo previsões volume útil do sistema Cantareira deve terminar no dia 7 do próximo mês

Segundo previsões volume útil do sistema Cantareira deve terminar no dia 7 do próximo mêsO consórcio PCJ que compreende os rios Capivari, Piracicaba e Jundiaí, informou que o prazo para que se esgote o volume útil de água do Sistema Cantareira é dia 7 do mês de Julho, sendo assim após esse dia o sistema continuará o fornecimento de água, porém do volume morto do reservatório.

O sistema Cantareira é responsável pelo fornecimento de água para em torno de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, já para Campinas este número é de 5 milhões, o nível de água que está disponível no reservatório juntamente com o nível de volume morto é de 21%, caso o nível observado seja sem o volume morto, o volume de água reduz para 3%.

Segundo informações do Engenheiro e pesquisador da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, o nível de volume morto disponível no reservatório não deve durar mais do que cem dias, considerando o nível de chuvas atual, segundo o consultor do consórcio PCJ, que foi responsável pelo estudo, a partir do dia 7 o sistema estará operando exclusivamente com o volume morto.

Para Zuffo estes acontecimentos representam uma situação preocupante, já que pode interferir diretamente no abastecimento de água para milhares de pessoas e faz questão de dizer que é importante que esta realidade não seja negada, de acordo com Antônio não foram tomadas medidas sobre o que vai ser feito e quando vai ser feito, segundo ele desde o período que compreende o final de 2013 deveriam ter sido adotadas políticas de racionamento de água bem como rodízios de abastecimento com isso se evitaria que o volume útil do reservatório se esgotasse e assim não precisaria recorrer ao volume morto do Sistema Cantareira.

Para Francisco Carlos Lahóz, que é secretário executivo do Consórcio PCJ precisa ser implantado com urgência um rodízio para abastecimento de água, em regiões que utilizam recursos do Sistema Cantareira, segundo ele esta medida já teria de estar vigorando desde o início deste ano e ressalta que medidas de emergência já tinham de ter sido tomadas como a captação de água de lençóis freáticos, bem como construção de outros reservatórios, segundo ele todas essas medidas deveriam ter sido adotadas para que houvesse uma redução no consumo do volume de água do Sistema Cantareira.