Publicado em: segunda-feira, 01/12/2014

Segundo polícia de Minas Gerais quadrilha presa obteve provas do Enem dez minutos antes do começo do exame

Segundo polícia de Minas Gerais quadrilha presa obteve provas do Enem dez minutos antes do começo do exameSegundo informações passadas pela polícia de Minas Gerais, a quadrilha acusada de fraudar provas de vestibulares de medicina e também do Exame Nacional do Ensino Médio, recebeu as provas do Enem deste ano, dez minutos antes de a prova começar.

Logo após terem tido acesso ao caderno de respostas do Enem, o grupo foi para uma pousada, que fica no interior de Mato Grosso, para que pudessem resolver as questões da prova, quatro “pilotos”, que eram pessoas contratadas para resolver as questões das provas, resolveram as questões e duas horas antes do fim do Enem, já repassaram as respostas para candidatos que estavam divididos em pelo menos quatro estados, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e também São Paulo.

A transmissão de respostas era feita por meio da utilização de pontos eletrônicos, segundo a polícia, cinco pessoas que receberam as respostas da prova já foram identificadas, mas segundo informações esse número pode chegar a 20 pessoas que pagaram para ter os serviços da quadrilha.

Segundo informações da própria polícia, a quadrilha teve acesso aos cadernos de respostas do Enem, porque duas pessoas ligadas a organização do exame, no Mato Grosso, repassaram as provas para eles, estes também já foram identificados, porém a polícia manteve a identidade de ambos em sigilo.

Todas essas informações foram repassadas por meio de uma coletiva de imprensa realizada na sede do Ministério Público Estadual de Minas Gerais, coube ao delegado Antônio Júnio Dutra Prado, do Grupo de Combate a Organizações Criminosas. Ao fazer as declarações, segundo Antonio, em meio a investigação os responsáveis conseguiram acesso as informações que foram transmitidas pelo grupo que estava no Mato Grosso.

Além disso, o delegado também afirmou que alguns detalhes das investigações serão mantidos em sigilo já que o Exame Nacional do Ensino Médio é organizado pelo Governo Federal, já que com isso poderia ocorrer uma ação no Ministério Público Federal, Antônio investiga o caso em parceira com o Ministério Público Estadual.

Segundo o promotor André Pinho, os aparelhos que eram utilizados pela quadrilha eram tão discretos e eficazes, que estes já pensavam em alugar os aparelhos para demais quadrilhas que atuassem fraudando vestibulares, os responsáveis pelas investigações devem solicitar que as prisões do grupo passem de temporárias para preventivas.

Quando questionados a respeito do cancelamento da edição deste ano do Enem, nem o delegado e nem os representantes do Ministério Público Estadual se manifestaram a respeito do assunto, só declararam que quando as investigações finalizarem o caso será repassado para uma instância acima do MPE.