Publicado em: sexta-feira, 07/11/2014

Segundo Especialista da Organização Mundial de Saúde Ebola pode ter matado muito mais pessoas do que os números oficiais mostram

Segundo Especialista da Organização Mundial de Saúde Ebola pode ter matado muito mais pessoas do que os números oficiais mostramEm meio a epidemia de Ebola que se instaurou principalmente na Guiné, Serra Leoa e também na Libéria, um especialista da Organização Mundial de Saúde, declarou que o número de vítimas fatais infectadas pelo vírus do ebola pode ter sido muito mais extenso do que o número oficial de vítimas, que no último balanço indicou que 4.818 pessoas morreram nestas regiões em decorrência da contaminação pelo vírus.

Segundo Christopher Dye, que é responsável pela estratégia da Organização Mundial de Saúde, dentre a epidemia que se instaurou existe um grande número de vítimas que apesar de terem perdido suas vidas em decorrência do ebola, não estão contabilizadas no número oficial de mortes ocasionadas pelo vírus da doença, além disso, segundo Christopher, o número de vítimas não oficiais podem chegar a 5 mil pessoas.

Para chegar a esse número, Christopher baseou seu cálculo tendo observado os números referentes a taxa de mortalidade de pessoas que morreram em decorrência do ebola nas regiões mais afetadas pela epidemia, que se instalou principalmente em Guiné, Serra Leoa e também na Libéria, a porcentagem chega a 70%.

Na quarta-feira a Organização Mundial de Saúde declarou que existem aproximadamente um número maior do que 13 mil pessoas infectadas pela doença, sendo assim, segundo a Organização Mundial de Saúde, muitas dessas mortes não foram comunicadas ao órgão, de acordo com Christopher isso pode ter ocorrido por muitas famílias terem enterrado seus entes em segredo para que assim fosse evitado intervenções no funeral, que incluem lavar o morto e também trocar suas vestimentas.

A epidemia de ebola se dá ao fato de o contato com pessoas infectadas ser o principal causador da transmissão, com isso as autoridades sanitárias dos países onde há epidemia da doença já realizam um trabalho para que os corpos de vítimas do ebola sejam incinerados.