Publicado em: terça-feira, 20/03/2012

Segundo advogado, adolescente dava ‘cavalo de pau’ com jet ski

De acordo com José Beraldo, advogado da família de Grazielly Almeida Lames, a criança de três anos que morreu depois de ser atropelada por um jet ski na Praia de Guaratuba, em Bertioga, litoral de São Paulo, nesta terça-feira será apresentada à Promotoria de Justiça de Bertioga uma testemunha chave que teria presenciado comportamento inadequado do jovem de 14 anos suspeito de ter causado o acidente em ida ao local anteriormente.

“Ele trabalha na região e diz que já viu o garoto dando ´cavalo de pau´ com o equipamento antes do acidente. É imprescindível que ele seja ouvido, pois vai confirmar a intenção de dolo”, declarou Beraldo. O perito contratado pela família da vitima, Jean Pierre Frederic, explicou que a testemunha foi “muito detalhista” ao relatar a realização de manobras arriscadas ao menos em três ocasiões diferentes. “Ele disse que o adolescente ficava pulando de um lado para o outro, enquanto o equipamento fazia movimentos circulares na água”, disse o perito. Ele falou ainda que é importante que tudo seja checado para que seja possível avaliar a dinâmica do acidente e saber se houve adulteração.

O perito garante que há três peças que são mudadas em casos como o de uma moto aquática ser usada em corridas: o motor, a turbina e o módulo, reprogramados para que o equipamento atinja uma performance maior. A questão levantada é quanto à perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) que concluiu que o jet ski apresentou um defeito. “Será que houve falha ou foi provocada?”, indagou.

Já Maurimar Bosco Chiasso, que defende a família do suspeito de causar o acidente preferiu não se manifestar. “Eu desconheço o fato. Vamos aguardar este depoimento, pois até agora houve muitas especulações”.