Publicado em: quarta-feira, 07/08/2013

Seguem investigações na Comunidade Rocinha sobre o caso Amarildo

Seguem investigações na Comunidade Rocinha sobre o caso AmarildoRivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios (DH), esteve nesta terça-feira, dia 6 de agosto em São Conrado, na Favela da Rocinha, que fica na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, segundo informou a Polícia Civil. O intuito foi realizar os últimos percursos e ações de Amarildo Dias de Souza, o ajudante de pedreiro que está desaparecido misteriosamente desde o dia 14 do mês passado, segundo foi informado através de depoimentos.

O delegado e equipe ainda ouviram a quatro testemunhas, que entre elas estão policias militares, para ajudar a localizar Amarildo. O delegado Rivaldo Barbosa apesar de refazer o percurso, não descarta que possa haver uma reconstituição deste caso na própria Rocinha.

No dia anterior, segunda-feira, dia 5, Rivaldo Barbosa obteve informações de 14 policiais militares que fazem parte da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela. O ajudante de pedreiro Amarildo após ter a abordagem de policiais da comunidade e ter prestado um depoimento na UPP não foi mais encontrado e nem visto por ninguém.

Juliano da Silva Guimarães, policial da UPP foi intimado pela DH a depoimento, depois de uma denúncia realizada pelo PM, na Unidade da Rocinha. O policial Guimarães, de acordo com informações da Polícia Civil, declarou que seu tio, que é motorista da empresa Comlurb, teve que levar um corpo para ser jogado no lixão do Caju, que fica na Zona Portuária do Rio, obrigado por parte de traficantes. A Polícia Civil declara que o policial também vai ser ouvido, porém, não revelou o dia e a hora de seu depoimento.

João Tancredo, advogado que cuida do caso para a família de Amarildo declarou na segunda-feira que entrará com ação de justificação de morte presumida, pois os familiares do desaparecido Amarildo não creem que ele ainda esteja vivo. Com posse desta declaração de óbito do ajudante de pedreiro, a família dele entraria com ação indenizatória ao Estado.

Perícia

No dia 3 de agosto, uma manhã de sábado, o mesmo delegado e ainda agentes da DH colheram depoimentos de algumas ditas testemunhas além de realizar uma perícia onde é a sede da UPP na Rocinha. Os peritos fizeram uso de uma sustância química capaz de identificar vestígios de sangue em locais que podem ter passado por limpeza, chamada luminol, por toda sede da UPP. Os resultados desta perícia não foi divulgada.

Os GPS e as câmeras filmadoras de segurança do local não funcionaram no dia do desaparecimento de Amarildo e os investigadores apuram as razões destes aparelhos de GPS que são fixos nos carros da Unidade e as duas câmeras de segurança terem defeitos coincidentemente na data do caso.

Os Policiais procuram por imagens de câmeras que são colhidas através de edifícios e pontos de comercio naquela região de São Conrado, com o objetivo de colher mais esclarecimentos para o caso Amarildo.