Publicado em: terça-feira, 09/08/2011

Secretário-executivo do Ministério do Turismo preso por suspeita de corrupção

Durante a manhã desta terça-feira, a Polícia Federal desencadeou a Operação Voucher, na qual funcionários do Ministério do Turismo foram presos, inclusive o segundo nome da hierarquia, o secretário-executivo Frederico da Silva Costa. No total, 38 funcionários públicos foram presos, sendo que todos estão sob acusações de participação em um esquema de desvio de dinheiro. Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), as prisões desgatam a imagem do partido, sendo que o Turismo faz parte da cota do PMDB.

No caso do secretário-executivo, por exemplo, sua presença no governo se dá desde o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o qual começou em 2003. Porém, Costa não esteve sempre no Ministério do Turismo, mas ocupou diversos cargos relacionados com a gestão de recursos. A indicação para manter Costa no governo da presidente Dilma Housseff foi pelo líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves.

Ao mesmo tempo, representantes do PMDB tem defendido o ministro do Turismo, Pedro Novais. Para o líder do PMDB na câmera, não há motivos para exonerar Novais do cargo. Além disso, Alves afirmou que “ninguém sabia de nada do que está acontecendo, porque esse convênio foi assinado em 2009 e vem sendo executado normalmente, sem nenhum questionamento, sem nenhuma investigação, sem nenhuma consulta, nada.”

Para garantir o funcionamento do esquema de desvio de dinheiro, os envolvidos apresentavam notas fiscais falsas para comprovar um investimento que não havia sido feito. Para obter as notas fiscais, suspeita-se que funcionários da Sudam acobertavam o não uso dos recursos referentes às notas.