Publicado em: sábado, 25/02/2012

Secretaria de Direitos Humanos nega desentendimento com militares

Depois que os clubes militares criticaram a declaração de Maria do Rosário sobre a ditadura, o secretário de gestão da Secretaria de Direitos Humanos, Gleisson Cardoso Rubin, afirmou que não há desentendimento entre a pasta e os militares. A declaração foi dada na última sexta-feira (24), quando Rubin falou sobre a publicação do manifesto dos militares contra as declarações da ministra Maria do Rosário.

Segundo o secretário, não há “mal estar” nem com o Ministério da Defesa e nem com os militares. A relação entre as pastas é de diálogo permanente, segundo Rubin. Já a ministra Maria do Rosário, que foi alvo das críticas, participou do evento, mas saiu sem falar com os jornalistas e também preferiu não discutir a carta publicada pelos clubes.

No documento publicado na internet pelos militares, eles citam uma entrevista da ministra ao jornal “Correio Braziliense”, onde ela fala que vítimas da ditadura podem entrar com ações na Justiça contra os agentes repressores. Segundo os militares essa afirmação contraria a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a Lei da Anistia (1979). Esta lei, de 1979, perdoa todos os crimes cometidos no regime militar brasileiro (1964-1985). Os militares criticaram ainda a presidente Dilma Rousseff por não ter se manifestado contrária às declarações feitas pela ministra.

Militares se preocupam com as declarações da ministra e lançam manifesto

O manifesto escrito pelos militares foi publicado no dia 16 de fevereiro. No texto, eles se mostram preocupados com as declarações de duas ministras sobre a ditadura militar. O documento criticou ainda a presidente por esta não ter manifestado “desacordo” com as declarações feitas pelos integrantes do seu governo. O manifesto foi assinado pelos seguintes militares: o almirante Ricardo Antonio da Veiga Cabral (presidente do Clube Naval), pelo brigadeiro Carlos de Almeida Baptista (presidente do Clube de Aeronáutica) e pelo general Renato Cesar Tibau da Costa (presidente do Clube Militar).