Publicado em: sexta-feira, 02/09/2011

Sarkozy e Cameron defendem possibilidade de julgamento de Kadafi na Líbia

Os primeiros-ministros da França e da Inglaterra, Nicolas Sarkozy e David Cameron, defenderam depois da reunião organizada nesta quinta-feira (01) pela ONU, para discutir o futuro da Líbia, que Muamar Kadafi poderá ser julgado no próprio país sem a necessidade de passar pelo Tribunal Penal Internacional. Enquanto ativistas humanitários acreditam que o ex-ditador deve ser julgado em Haia, os premiês defendem o desejo do povo líbio que o ex-líder seja julgado no país.

Em entrevista coletiva, Sarkozy afirmou que “cabe aos líbios decidirem como vão julgá-lo, uma vez que o encontrarem.” O premiê britânico estava ao seu lado no momento em que a declaração foi concedida e concordou com a afirmação. Os rebeldes líbios já declararam oficialmente que desejam fazer o julgamento de Kadafi sob as leis do próprio país. Porém, a dúvida fica na questão dos direitos humanos, que fere uma noção internacional. Por isso existe a polêmica a respeito do local apropriado para fazer o julgamento.

Na reunião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu que o Conselho de Segurança da organização se posicione mais rapidamente com relação ao envio de missões civis ao país. Já estava definido que não haveria interferência militar internacional na Líbia, também a pedidos do CNT.

Porém, Ban acredita que o país vai precisar de auxílio na reestruturação do país e na consolidação da democracia. Depois de 42 anos sob o regime ditatorial de Kadafi, o CNT acredita que levará menos de dois anos para realizarem as primeiras eleições parlamentares e presidenciais no país.