Publicado em: domingo, 17/06/2012

São Paulo perdeu R$ 42 milhões com ‘golpe’ de vagas de garagem

Uma quadrilha que agia dentro da prefeitura de São Paulo pode ter ajudado diversos empreendimentos comerciais a omitir vagas de garagem e assim não pagarem para realizar nenhuma melhoria no trânsito da cidade. As suspeitas são do Ministério Público Estadual, que está investigando o caso.

De acordo com o órgão público, esse golpe teria feito com que os cofres de São Paulo deixassem de receber pelo menos R$ 42 milhões entre os anos de 2007 e 2011.

Uma lei na cidade determina que qualquer prédio que tenha 500 ou mais vagas de estacionamento em sua garagem tenha que pagar 5% do seu valor para que sejam realizadas obras que reduzam o impacto do empreendimento no tráfico de veículos na região. Entretanto, a Promotoria de Habitação e Urbanismo de São Paulo diz que diversos empreendimentos escondiam vagas para que esse limite de 500 não fosse ultrapassado e que dessa forma não fosse necessário o pagamento de obras no entorno do edifício.

Quem estaria por trás desse golpe seria o ex-diretor Hussain Aref Saab, que já está sendo investigado por corrupção e enriquecimento ilícito, depois que juntou mais de 125 imóveis em sete anos a frente da Sehab.

Umas das formas que a construtoras usavam para enganar em relação ao número de vagas era dividir empreendimentos que eram de conjuntos de torres em dois diferentes, cada um deles com menos vagas do que é permitido para ficar sem pagar a taxa de 5%. Esse é o caso de diversos prédio
na cidade que estão sendo alvo de investigação.

As construtoras que estão sendo acusadas pelo Ministério Público de aplicar esse golpe negaram que os empreendimentos tenham irregularidades, afirmando que eles são independentes e que seguem a determinação da prefeitura da cidade. Porém, o governo municipal afirmou que todos os empreendimentos que foram provados quando Aref estavam no comando do órgão passarão por uma sindicância.