Publicado em: sábado, 02/03/2013

São Paulo não tem iPhones para que sejam vendidos

São Paulo não tem iPhones para que sejam vendidosApós pouco mais de dois meses de ocorrer o lançamento do iPhone 5 no país, o produto se encontra em falta no comércio de São Paulo. Conforme relato de clientes, desde o começo do mês de fevereiro é difícil que o produto seja encontrado em lojas.

Lojas das operadoras brasileiras nos shoppings Paulista, Bourbon e Higienópolis e uma loja da Apple foram visitadas. Em lojas da Claro e da Oi, os vendedores apontaram que o produto estava em falta e não existia previsão para quando poderia chegar.

As lojas da operadora Claro não contavam com nenhum aparelho para a venda. Na Oi, havia apenas um iPhone, e do modelo 4S, na loja que fica no shopping Higienópolis. Conforme informou um vendedor da operadora, esta falta de aparelhos é comum depois de ocorrer o lançamento de um novo modelo da Apple.

Não havia previsão em nenhuma delas quando haveria a normalização das vendas. Já na loja Claro que do shopping Paulista, foi prometida uma resposta até o dia 15 de março.

Algumas lojas da empresa Telefônica Vivo contavam com o aparelho, porém não em todos os modelos. Em uma loja no shopping Higienópolis, existiam dois iPhone 5, na opção de 16G de memória. Já no shopping Paulista, não havia mais peças do modelo 4S. A loja da Apple contava com os modelos 5 e 4S de 16GB. Conforme apontou o vendedor, o modelo iPhone 4S de 32 GB estava em falta por cinco meses.

As lojas da empresa TIM tinham todos os modelos para a venda.

Operadoras

Conforme a Claro, este problema da falta de estoque foi devido a um assalto no seu centro de distribuição durante o dia 17 de fevereiro, que fez com que fosse afetado todo o abastecimento na capital paulista.

Neste roubo, 30 homens que estavam encapuzados, e utilizando fuzis e pistolas, invadiram um condomínio logístico utilizando um carro que estava disfarçado e fizeram a rendição de seguranças, e ficaram durante três horas neste local e utilizaram caminhões para que roubassem uma carga de celulares na cidade de Campinas que fica a 93 km da cidade de São Paulo. A polícia pode recuperar boa parte desta carga.

A Oi negou que houvesse problemas no abastecimento e afirmou que o que pode ocorrer são falhas de maneira pontual devido ao excesso de vendas. A TIM e Telefônica Vivo afirmaram que contam com problemas no abastecimento de suas lojas. A empresa norte-americana Apple, que produz o iPhone, afirmou que não iria fazer comentários sobre a falta de seus produtos em lojas brasileiras.

Marca

A falta dos aparelhos em lojas não estão relacionadas com a decisão que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) publicou no dia 13 de fevereiro, que cedeu para a fabricante brasileira Gradiente a utilização de maneira exclusiva do nome iPhone em aparelhos celulares no país.

Este posicionamento do instituto ocorreu após uma discussão que girava em torno da utilização da marca chamada de g grandiente iphone, que a Gradiente do Brasil registrou no Brasil no ano de 2000, sete anos antes que ocorresse a criação do iPhone pela Apple.

Mesmo sendo favorável para a Gradiente, esta decisão não chega a implicar em uma proibição na comercialização de produtos que levem a marca iPhone da Apple, disse a assessoria de imprensa do Inpi.

Este impedimento só vai poder ocorrer caso seja determinado por ordem judicial, isto é, se a Gradiente optar por fazer um pedido para ter o direito exclusivo de comercializar esta marca na Justiça, conforme aponta o instituto.

A Gradiente disse que não tomou uma decisão quanto a esse respeito, há ainda a possibilidade de que a empresa fabricante faça um acordo junto com a Apple.