Publicado em: terça-feira, 28/02/2012

São Paulo: dirigentes de cinco escolas de samba devem ser ouvidos nesta terça

Dirigentes responsáveis por cinco escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo irão depor nesta terça-feira (28) no inquérito que apura o tumulto ocorrido durante a leitura das notas do carnaval. Na ocasião, integrantes de escolas de samba invadiram a área da apuração, depredaram o local e rasgaram notas. Nesta segunda-feira (27), quatro dirigentes foram ouvidos, entre eles o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba.

Desde a última quinta-feira (23), seis representantes das escolas de samba prestaram depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur). Os dirigentes negaram a existência de planos para acabar com o carnaval. Deles, apenas Alexandre Salomão, diretor da Camisa Verde e Branco, foi indiciado. Ele aparece em imagens chutando documentos e alega que teria chutado envelopes vazios.

Para esta terça, estão previstos os depoimentos dos dirigentes da Império de Casa Verde, Acadêmicos do Tucuruvi, Mancha Verde, X-9 Paulistana, e Dragões da Real. Eles serão os últimos a serem ouvidos. Na segunda-feira (27), deram seu depoimento o presidente da Vai-Vai, Darly Silva; a presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio; o intérprete da escola, Caio de Souza Santos; além de Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga de Escolas de Samba. Todos eles negaram a existência de qualquer acordo entre as escolas.

Mesmo depois de ouvir diretores da Liga e das várias escolas que estiveram envolvidas na confusão ocorrida durante a apuração no Sambódromo do Anhembi, o delegado Luís Fernando Saab garantiu que a hipótese de que o conflito tenha sido combinado não foi descartada. “A tese não está enfraquecida. Se for comprovado que a ação foi orquestrada, vamos encontrar os responsáveis”, afirmou.

Uma das hipóteses trabalhadas pela polícia é a de que o Tiago Ciro Tadeu Faria, o homem que invadiu a área de apuração para rasgar os votos, teria sido pago para realizar a tal ação. “Tem que investigar de onde saiu a autorização (para o Tiago pular), quem o ajudou”, disse Saab. Em seu depoimento, Tiago chegou a declarar que antes da apuração começar, as escolas tinham feito um acordo para ninguém caísse de divisão neste ano, devido a uma troca de jurados que aconteceu de última hora. O protesto teria então acontecido porque o acordo foi descumprido.