Publicado em: terça-feira, 12/06/2012

São Paulo deve vacinar quase 3 milhões de crianças contra paralisia

A expectativa da secretaria de Estado da Saúde de São Paulo é de conseguir vacinar quase três milhões de crianças contra a pólio, que causa paralisia infantil. A campanha começa no próximo sábado, 16 de junho. Este número esperado pela secretaria representa uma cobertura de 95% dos 2,99 milhões de crianças abaixo de cinco anos no estado, o público foco da campanha.

Em todo o estado, mais de 14 mil postos de saúde, móveis e fixos, estarão abertos entre as 8h e 17h para ofertar as duas gotas da famosa vacina Sabin, elaborada para proteger contra a poliomielite. Na campanha 2012, aproximadamente cinqüenta e um mil profissionais de saúde, com carros, barcos e ônibus, estão mobilizados para atuar na campanha. De acordo com a secretaria, as doses da vacina que estiverem atrasadas na carteirinha precisarão ser atualizadas.

Desde 1988 nenhum caso de paralisia infantil foi registrado no estado de São Paulo. Entretanto, a imunização de crianças com menos de cinco anos é fundamental porque o vírus da poliomielite ainda circula em países do continente asiático e africano.

“A vacina é a única forma eficaz de prevenção contra a paralisia infantil. Por isso é importante que pais e responsáveis levem seus filhos a uma Unidade Básica de Saúde no próximo sábado. São duas gotas que podem salvar vidas”, A diretora de imunização da Secretaria da Saúde, Helena Sato, destaca que a unica forma eficaz para previnir a paralisia infantil é a vacina. Por isso é importante que os responsáveis pelas crianças

Sobre a doença

A poliomielite é uma doença causada por um poliovírus selvagem, sendo caracterizada por forte cefaléia, mal-estar e febre, resultando ainda em paralisia, em muitos casos. Efeitos colaterais por conta da vacina são bastante raros e a vacina é 100% segura. A doença também é conhecida como paralisia infantil ou pólio.
A poliomielite é uma doença altamente contagiosa, afetando principalmente pequenas crianças. O vírus pode ser transmitido por água ou alimentos contaminados, se multiplicando dentro do intestino do contagiado, chegando a invadir o sistema nervoso. Muitas vezes, quem é infectado não apresenta nenhum sintoma, mas não deixa de contaminar outras pessoas.