Publicado em: quarta-feira, 05/10/2011

Rússia e China recebem críticas de países do Conselho da ONU após veto a projeto contra repressão na Síria

Representates dos Estados Unidos, da Alemanha e da França criticaram nesta terça-feira (04) o veto russo e chinês ao projeto que viabilizaria sanções ao governo sírio, sob regime ditatorial de Bashar al Assad, que vem incentivando repressões contra manifestantes que tentam derrubar o regime. O projeto foi organizado pelo Conselho de Segurança da ONU e o termo ‘sanções’ foi substituído pela expressão ‘medidas dirigidas’ para tentar evitar o veto de ambos os governos.

Em linhas gerais, caso aprovado o projeto, seria possível realizar tais ‘medidas dirigidas’ contra al Assad caso continuasse usando a força contra a população. No total, foram nove votos a favor do projeto, enquanto a Rússia e a China se posicionaram contrárias ao documento. Enquanto isso, Brasil, África do Sul, Índia e Líbano não se manifestaram. A Rússia é um membro permanente do Conselho, condição que garante o direito de vetar propostas da ONU. A barragem concedeu uma vitória política à Síria, que comemorou o resultado.

Depois da votação, a conselheira de Assad, Buthaina Shaaban, declarou que “é uma jornada histórica, pois Rússia e China, e tantas nações, uniram-se contra as injustiças. Ao impor seus vetos, colocaram-se ao lado do povo sírio e nos deram tempo de continuar com as reformas para chegar ao pluralismo político sem que tenhamos que passar pelos sofrimentos suportados pelo Iraque, Líbia, Paquistão e Afeganistão.”

Em contraponto, o ministro francês das Relações Exteriores, Allain Juppé, declarou que a atitude da Rússia e da China representa um dia triste tanto para a população síria quanto para a ONU. De acordo com ele, as Nações Unidas deveriam dar apoio a um povo que luta contra um ditador que massacra seu povo.