Publicado em: quarta-feira, 26/03/2014

RS: Policiais se passam por mulher na internet, marcam encontro e prendem suspeito

RS: Policiais se passam por mulher na internet, marcam encontro e prendem suspeitoMalandragem não é necessariamente um adjetivo negativo, e nem deve ser atribuído apenas à bandidagem. Policiais de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, usaram um perfil falso na rede social Facebook para atrair e capturar um rapaz de 23 anos, suspeito de dois homicídios e envolvimento com o tráfico.

Cristiano dos Santos Gonçalves, conhecido como “Fumaça”, achou que era o garanhão ao conversar com uma mulher que se derretia aos seus encantos. Marcou encontro, e quando chegou, foi parar na viatura. A prisão preventiva já estava decretada.

De acordo com o comissário de polícia Selinto Souza Santos, que ajudou a orquestrar a ação, Fumaça tinha proteção de pessoas da região onde atuava. O perfil falso e as conversas começaram nos primeiros dias de março, e os policiais cuidaram de detalhes como adicionar amigos em comum para evitar qualquer suspeita por parte do agora detento.

Nas conversas, os policiais se insinuavam para o suspeito, afirmando que queriam ter um caso com ele, e demonstrando interesse justamente no fator “fora da lei” que Cristiano tinha. Ele inclusive, em alguns diálogos, afirmou ser traficante. Uma agente da delegacia foi a um primeiro encontro marcado, mas o suspeito não apareceu. Em outro momento, ele enviou um amigo para buscar a moça, mas também não deu certo. Na terceira vez, tiro e queda.

Cuidadosos nos detalhes

A tentativa certeira foi um encontro marcado no estacionamento de um hipermercado, que ficava próximo a um motel da região. Um sinal foi combinado entre Cristiano e a falsa mulher, e quando a agente que participou da ação o localizou e ele saiu do carro no qual estava, foi abordado pelos policiais e detido.

Entre detalhes para os quais os agentes mantiveram atenção, o linguajar repleto de erros de português. O cuidado fez com que ele contasse, nas conversas, alguns dos crimes cometidos. O delegado Mauricio Barison Barcellos comandou a investigação, que culminou no encaminhamento de Cristiano para o Presídio Central de Porto Alegre, onde aguarda ser julgado.