Publicado em: quinta-feira, 06/03/2014

RS: Nova análise de fragmentos da Boate Kiss é solicitada pela defesa

Nova análise de fragmentos da Boate Kiss é solicitada pela defesaUm ano depois da tragédia, caso da Boate Kiss parece ainda estar longe de uma solução definitiva. Na próxima terça-feira (11), técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul vão novamente ao local, para coletar fragmentos de gesso que revestia parte da cobertura do prédio. O procedimento foi solicitado pela defesa dos réus Mauro Hoffman e Elissandro Spohr, o Kiko.

Além disso, o local deve passar por uma limpeza e desintoxicação, mas ainda não há data definida para o procedimento. Esta medida atende uma determinação do juiz Ulysses Louzada, responsável pelo caso do incêndio, que matou 242 pessoas e deixou centenas de feridos em 27 de janeiro do ano passado.

Desde a tragédia, a fachada do prédio tornou-se uma espécie de memorial, onde familiares e amigos colocam cartazes e flores em homenagem às vítimas do incêndio. Quando forem concluídos os trabalhos, e o local for liberado definitivamente pela perícia, um memorial oficial e autossustentável deve ser criado. Pelo projeto, o espaço poderá receber eventos culturais e espirituais.

Relembre o caso

Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio destruiu o espaço onde funcionava a boate Kiss, em Santa Maria. A maioria das 242 pessoas que morreram na tragédia foram vitimadas pela asfixia. Além disso, mais de 630 ficaram feridas, algumas recebendo acompanhamento médico até hoje.

O fogo foi causado pelo uso irregular de sinalizadores, que atingiram a espuma do isolamento acústico (material também irregular), enquanto acontecia uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira. A capacidade máxima do local era de 691 pessoas, mas as investigações apontam que havia pelo menos 800 no local.

Estão em curso dois processos criminais contra 8 réus. Quatro deles respondem por homicídio doloso e tentativa de homicídio, e os demais por falso testemunho e fraude processual. Além deles, 7 bombeiros respondem pelo incêndio na Justiça Militar, por problemas na vistoria que teriam potencializado a tragédia.