Publicado em: domingo, 02/03/2014

RS: Aumentam os casos do golpe do test drive contra autolocadoras e concessionárias

RS: Aumentam os casos do golpe do test drive contra autolocadoras e concessionáriasOs ladrões estão ficando cada vez mais ousados, e abusando da boa fé de empresas que locam e comercializam veículos na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eles se apresentam nas empresas como clientes, pedem para testar algum veículo e, no meio do trajeto, anunciam o assalto. Conhecido como “golpe do test drive”, a manobra já gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil após foram ocorrências na última semana.

De acordo com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Rio Grande do Sul, as lojas e locadoras aumentaram a burocracia na hora de liberar um veículo para realização do test drive. Apesar de dificultar o processo e poder desanimar o potencial consumidor, a medida reduz o risco de perdas para a empresa.

Na última sexta-feira (28), a polícia prendeu em flagrante um homem enquanto tentava cometer o crime. Ele é suspeito aplicado o golpe outras vezes, inclusive tendo vendido dois veículos a um empresário por R$ 44 mil, segundo o próprio comprador.

Golpe milionário é descoberto em Passo Fundo

A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva do advogado Maurício Dal Agnol, e ainda deve pedir o encarceramento de sua esposa, Márcia Dal Agnol. A suspeita é que o homem tenha aplicado um golpe que pode ter lesado mais de 20 mil pessoas, com lucro superior a R$ 100 milhões ao acusado. Márcia pagou uma fiança de R$ 724 mil, mas não se apresentou à Justiça de Passo Fundo, como era esperado que ela fizesse até a última sexta-feira (28). De acordo com a Polícia Federal, ela está nos Estados Unidos.

O pedido de prisão do advogado foi decretado há oito dias, sob a acusação de apropriação indébita e formação de quadrilha. De acordo com a polícia, Maurício e um grupo de outros advogados e contadores mobilizaram milhares de clientes em uma ação na justiça contra empresas de telefonia fixa. Eles embolsavam boa parte do resultado da ação. Diversos bens do acusado de comandar o grupo foram apreendidos, como um avião avaliado em US$ 8,5 milhões, e imóveis de até R$ 1,6 milhão.