Publicado em: quinta-feira, 06/03/2014

RO: Rio Madeira continua subindo, prejudica população e rotas de fuga

RO: Rio Madeira continua subindo, prejudica população e rotas de fugaO transporte de suprimentos e combustível para as regiões mais afetadas pela alta do Rio Madeira, em Rondônia, está cada vez mais complicado. As equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), e do Departamento de Estradas de Rondônia (DER) encontram problemas em um desvio de 200 quilômetros da BR-425, acesso a Guajará-Mirim, na fronteira entre Brasil e Bolívia, e também Nova Mamoré.

O fluxo intenso de veículos pesados deixa ainda piores as condições já precárias da via. Os dois municípios estão isolados pelo Madeira, e também pelo transbordamento do Rio Araras. A ponte sobre ele, que dá acesso às cidades, está mais de um metro abaixo da água. A Defesa Civil Estadual tem realizado ações nestas vias, interditando a passagem de grandes veículos por alguns momentos no desvio, que fica entre os distritos de Nazaré e Dimensão.

Subindo cada vez mais, o nível do Rio Madeira chegou à marca de 18,87 metros na manhã desta quinta-feira (6), segundo informações da Agência Nacional de Águas (ANA), que realiza o monitoramento em tempo integral. Há oscilação entre 2 e 3 centímetros para mais ou para menos a cada 15 minutos, mas o volume de água não diminui.

Situação segue piorando

Até o momento, 2.041 famílias estão desabrigadas ou alojadas por conta da cheia. Porém, o número de abrigos públicos cresce a cada dia, e já chega a 49, incluindo cinco na região do Baixo Madeira, que são improvisados.

Dos dois municípios isolados, o de Guajará-Mirim é o que tem menos problemas no abastecimento de alimentos, combustíveis e outros suprimentos, mas pode haver racionamento nos próximos dias. Uma solução adotada pode ser o transporte de alimentos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), como é realizado na divisa Rondônia-Acre.

As chuvas na Bolívia aumentaram, e na quarta-feira atingiram 150 milímetros, enquanto esperava-se a média de 120 milímetros. Isso tem colaborado para que o ritmo de elevação do nível do Madeira não reduza, e inclusive há a tendência de a situação piorar por conta disso.