Publicado em: quarta-feira, 12/03/2014

RO: Professores estaduais podem entrar em greve a partir da próxima segunda-feira

RO: Professores estaduais podem entrar em greve a partir da próxima segunda-feiraO Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) informou na última terça-feira (11) que os professores da rede estadual de educação tendem a entrar em greve a partir da próxima semana. A paralisação é motivada pela falta de diálogo com o governo quanto às propostas apresentadas pela categoria em dezembro do ano passado.

Este indicativo de greve foi anunciado após reunião do Sistema Diretivo do Sintero, com a participação de todas as Regionais. No encontro ficou decidido que a classe deve aderir à greve nacional, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para os dias 17, 18 e 19 de março.

No primeiro dia de interrupção dos trabalhos serão desenvolvidas atividades nas Regionais. Já no segundo dia, uma assembleia e um ato público devem ser realizados em Porto Velho, com adesão de representantes de todo o Estado. Caso não haja acordo, a partir do dia 19 será iniciada uma grande greve estadual, sem prazo limite.

A reivindicação da classe é por reajustes salariais, além da continuidade da gratificação de 7,97% que acabou em dezembro. Os professores também exigem a reposição da inflação de 2012, que foi prometida pelo governo no ano passado, pagamento da licença prêmio em pecúnia, auxílio saúde aos aposentados que também foi cortado em 2013, atualização das progressões e o cumprimento da Lei do Plano de Carreira da Educação.

Sem acordo

Diretores do Sintero e representantes do governo do Rondônia já se reuniram por três veze para tratar da pauta, porém o argumento do Estado é que não há recursos para atender aos pedidos. Porém, a categoria considera alguns casos inexplicáveis, como o corte do benefício de 7,97%, que pago normalmente até dezembro e cortado sem maiores explicações.

A falta de dinheiro ainda é questionada por conta de um corte de gastos do Estado com empresas de vigilância privada, que geraram uma economia de quase R$ 50 milhões para a educação. De acordo com líderes do movimento, a probabilidade de greve geral é muito grande, uma vez que o Executivo estadual parece não estar interessado em atender as reivindicações.