Publicado em: quinta-feira, 27/02/2014

RO: Cheia no Rio Madeira prejudica mais de 4 mil famílias

Cheia no Rio Madeira prejudica mais de 4 mil famílias em ROA maior cheia histórica do Rio Madeira, em Porto Velho, já prejudicou diretamente mais de 4 mil famílias. Os dados divulgados pela Defesa Civil Municipal dão conta que já ultrapassa os 2,3 mil o número de famílias que tiveram que abandonar suas casas, além de outras 2 mil ilhadas no Baixo e Médio Madeira.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 14 distritos estão em situação de emergência. O rio já subiu 18,58 metros, superando a marca histórica da última grande enchente no Madeira, em 1997, que registrou 17,52 metros, segundo registros da Agência Nacional de Águas (ANA).

As comunidades de São Carlos, Nazaré, Santa Catarina, Bancerá, Terra Caída, Curucaca e Calama foram as mais afetadas pelas fortes correntezas e erosões. Os dados apontam um crescimento constante do número de desabrigados, já que o nível do rio não para de subir.

Porto Velho tem 20 abrigos para a população desabrigada, entre escolas públicas e paróquias, mas o número pode não ser suficiente já que as famílias do Baixo e Médio Madeira não estão contabilizadas nos números atuais de pessoas fora de suas casas.

Risco elevado

A Força Nacional deslocou à região 30 bombeiros para auxiliar nos trabalhos de remoção de família e no socorro e distribuição de donativos como alimentos, roupas e remédios. Porém, esse não é o único problema gerado pela cheia do Madeira.

Muitas pessoas têm buscado formas alternativas de atravessar o rio, como atravessar a ponte, que ainda está inacabada, a pé, já que o acesso à balsa foi fechado. Além disso, pequenas embarcações estão sendo “fretadas”, e quem precisa atravessar um carro, por exemplo, chega a pagar cerca de R$ 50.

O Corpo de Bombeiros já fez alertas na região sobre os perigos dessas embarcações, que não passam por qualquer fiscalização e, às vezes, estão quase sem qualquer condição de uso.