Publicado em: segunda-feira, 10/03/2014

RN: Morte brutal de europeus em casa de praia gera grande comoção na imprensa internacional

RN: Morte brutal de europeus em casa de praia gera grande comoção na imprensa internacionalVirou destaque em diversos noticiários da imprensa internacional a forma brutal com que foram assassinados o croata Ante Stanic, de 57 anos, e o sueco Faik Nekic, de 78 anos, em uma casa de veraneio em Jenipabu, no Rio Grande do Norte. Os dois europeus foram encontrados pela polícia, no último sábado (8), com mãos e pés amarrados, além de sacos plásticos nas cabeças. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de crime premeditado e latrocínio (roubo seguido de morte), já que um veículo e outros pertences foram roubados.

O caseiro da residência, que era de Stanic e ficava dentro de um condomínio fechado, foi quem alertou os policiais. Ele tentou ligar mas não foi atendido e ficou preocupado. Dias antes, uma mulher foi vista saindo da casa. Relatos dão conta que isso era frequente, mas que Stanic aparentemente não tinha qualquer ligação com atividades ilegais.

Nas reportagens relativas ao crime, o destaque ficou por conta dos requintes de crueldade com que o crime foi cometido, como no caso do site de notícias Vecernji, da Croácia, que deu o título “Croata roubado, torturado e morto em sua casa no Brasil”. Pelo menos sete veículos de imprensa europeus, além de uma rede de grande abrangência na América Latina, noticiaram a barbárie para diversos países.

Prostituição e crime planejado

Os dois europeus teriam dado uma festa na noite em de sexta-feira (7), quando foram mortos. Vizinhos relataram uma grande movimentação de mulheres, que podem ser prostitutas, e a polícia acredita que algumas delas possam ter facilitado a entrada dos bandidos, ou mesmo terem cometido a atrocidade.

Ante Stanic tinha visto brasileiro permanente, e costumava passar seis meses aqui, e os outros seis meses na Croácia. Já Faik Nekic, da Suécia, era amigo pessoal do proprietário do imóvel, e passava férias no Rio Grande do Norte. Os corpos dos dois estavam em quartos diferentes, vestidos apenas com cuecas e amordaçados. Ambos permanecem no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), em Natal.