Publicado em: sexta-feira, 07/03/2014

RN: Após adolescente ser encontrada em boate, juiz aponta existência de rede de aliciamento

Juiz aponta existência de rede de aliciamento em boate do RNO juiz Homero Lechner, responsável pelas 1ª e 3ª varas da Infância e da Juventude de Natal (RN), suspeita que uma rede de aliciamento de menores para a prostituição esteja em atividade no estado. Segundo ele, o trabalho da Polícia Civil na investigação é muito importante neste momento, para que seja desmantelada esta rede, caso exista.

A declaração do magistrado veio após a autuação de uma boate na zona sul da capital, onde agentes de proteção da 1ª Vara da Infância e da Juventude encontraram uma garota de 17 anos em trabalho de prostituição. Ela é natural de São Paulo, e não teria informado com clareza como foi parar em uma boate do Rio Grande do Norte, o que abre precedente para a existência da suposta rede de aliciamento.

De acordo com o delegado Reginaldo Pereira Soares, da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DCA), diversas investigações estão em curso, graças a várias denúncias recebidas pelo disque 100 sobre a existência de rede de prostituição de menores. Segundo ele, todas as denúncias estão sendo averiguadas para a coleta de material que complemente a investigação. Entretanto, o delegado não comentou em que pé estão os trabalhos.

Material de pedofilia e documentos adulterados

Na mesma boate ainda foram encontrados, com um suposto agenciador, imagens de sexo envolvendo crianças e adolescentes, que foram recolhidas e serão anexadas às investigações. O homem que portava os itens foi preso em flagrante. Também foram encontrados documentos falsos da menor, que foi recolhida, nos quais a idade foi adulterada para 19 anos.

A adolescente está na Casa de Passagem 3, em Natal, já que não tem familiares na cidade. Ela completará 18 anos em abril, e a justiça tenta viabilizar a ida de parentes da garota para buscá-la. O juiz ainda afirmou que uma pousada, também na zona sul, foi autuada por hospedar adolescentes sem acompanhantes. Estas fiscalizações devem ser intensificadas, especialmente durante a realização da Copa do Mundo em Natal.