Publicado em: quinta-feira, 06/03/2014

RJ: Garis são demitidos e greve segue com manifestações e pouco diálogo

Greve de garis no RJ segue com manifestações e pouco diálogoNa última terça-feira (4), em pleno feriado de carnaval, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb), da prefeitura do Rio de Janeiro, anunciou que 300 funcionários serão demitidos por comparecerem ao trabalho no dia anterior. Já quem retornou às atividades terá os dias de paralisação abonados.

Um acordo foi firmado entre a empresa e a categoria, concedendo aumento salarial de 9%, com piso salarial inicial de R$ 874,79, além de 40% de adicional de insalubridade, elevando os rendimentos a R$ 1.224,70. Ainda estão previstos 1,68% no Plano de Carreira, progressão horizontal e 100% na hora extra para quem trabalhar nos domingos e feriados.

O acordo ainda oferece plano odontológico, ampliação do seguro de vida e do vale-alimentação, auxílio-creche para homens e mulheres, além da possibilidade de 14º e 15º salários caso haja cumprimento de metas.

Segundo a Comlurb, o prazo para o acordo ia até 31 de março, mas a companhia e o sindicato aceleraram as negociações para reduzir o impacto das ações de um grupo classificado como “sem representatividade” que, segundo a própria Comlurb, estava interferindo na rotina de limpeza da cidade.

Já o movimento grevista alega que a categoria não se sente representada pelo sindicato, e garante que ele negociava com a prefeitura sem consultar os trabalhadores. A pedida dos garis era de salário-base de R$ 1,2 mil, tíquete-refeição diário de R$ 20 e a volta de benefícios que foram retirados, como o pagamento do triênio e do quinquênio.

Mais protestos

A demissão em massa foi considerada abusiva pelo movimento grevista, o que gerou uma nova manifestação em frente à sede da prefeitura. Os trabalhadores querem que o aumento seja renegociado com os grevistas, além da revogação da demissão dos 300 funcionários. Segundo a Comlurb, as demissões continuarão sendo feitas aos que não comparecerem ao trabalho.

O efeito da paralisação pode ser sentido pelas ruas do Rio de Janeiro, que com o carnaval ficaram com muito acumulo de sujeira especialmente na região central. Pelos locais onde passaram blocos carnavalescos, a situação fica ainda pior graças ao forte cheiro de urina e resíduo orgânico.