Publicado em: sexta-feira, 14/03/2014

RJ: Após protestos e ameaças de bandidos, UPPs avançam e chegam à Vila Kennedy

RJ: Após protestos e ameaças de bandidos, UPPs avançam e chegam à Vila KennedyRJ: Após protestos e ameaças de bandidos, UPPs avançam e chegam à Vila KennedyAconteceu no início da manhã desta quinta-feira (13) a ocupação da Vila Kennedy, onde a Polícia Militar do Rio de Janeiro vai instalar a 38ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o local foi tomado de maneira pacífica e em apenas 20 minutos. Nenhum tiro precisou ser disparado na favela, que fica na Zona Oeste. O primeiro balanço mostra que três pessoas foram detidas durante a operação, sendo duas procuradas e uma em flagrante.

Durante o avanço na comunidade da Vila Kennedy, uma equipe também realizou incursão na Favela da Coréia, onde outros três foram presos. Ainda foram apreendidos um fuzil, uma pistola e um carro. O comando de Operações Especiais da Polícia Militar informou que 250 policiais ficarão lotados na UPP da Vila Kennedy. A redução em relação a outras unidades é porque a comunidade é relativamente pequena.

Neste momento, 300 homens realizam a ocupação da comunidade, enquanto outros 350 estão divididos em grupos de incursões menores estratégicas em outras favelas. Estas “operações satélites” acontecem na Favela Rola, na Zona Oeste, e no Morro do Chapadão, na Pavuna. Com essas operações menores, a polícia pretende evitar a fuga dos bandidos da Vila Kennedy para outras comunidades.

A Secretaria Municipal de Educação notificou que 17 escolas e creches que funcionam na região, conhecida como Largo do Leão, tiveram as aulas suspensas por conta da instalação da primeira UPP da região. Com isso, oito mil estudantes foram tiveram que permanecer em casa, além de 700 alunos de duas escolas estaduais, que também as aulas suspensas.

Protesto e ameaças

Na última terça-feira (11) houve tensão na comunidade. Moradores relataram que bandidos da região atiraram em transformadores de energia, o que gerou falta de energia na região e um protesto na Avenida Brasil, com pneus queimados e barricadas. Ainda há relatos de que os bandidos aproveitaram a escuridão para andar pelas ruas da favela fazendo ameaças aos moradores, que se assustaram com os tiros foram disparados se esconderam em suas casas.