Publicado em: terça-feira, 11/03/2014

Ritmo do otimismo quanto à recuperação econômica nacional registra redução, e indústria tem a maior queda

Ritmo do otimismo quanto à recuperação econômica nacional registra redução, e indústria tem a maior quedaAos poucos, as expectativas positivas quanto ao crescimento da indústria e da economia brasileira vão se reduzindo, assim como a perspectiva para a manutenção da taxa Selic a 11%. Tal redução é motivada pelo anúncio de desaceleração do ritmo de aperto monetário nacional, pelo Banco Central.

O ajuste das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no ano ficou em 1,68%, segundo dados da pesquisa Focus, realizada pelo BC e divulgada nesta segunda-feira. Em relação à última semana, ouve redução de 0,02 ponto percentual, já que o índice anterior era de 1,7%. Para 2015 permanece a expectativa da semana passada, de crescimento de 2%.

Mesmo com o desempenho do quarto trimestre puxando para cima o PIB de 2013, e deixando-o acima do esperado por agentes econômicos, eles continuam duvidando de um avanço ainda maior na recuperação da economia brasileira para este ano. Este pessimismo é alavancado, principalmente, pelo risco de racionamento de energia, e pelas movimentações do Tesouro Nacional para adiantar verbas e suprir o aumento nos preços na distribuição pela utilização das termelétricas.

Perspectiva industrial em baixa

A principal queda de expectativa foi em relação aos avanços da indústria, que fechou a semana em 1,57%, contra 1,8% do período anterior. Esta foi a terceira redução consecutiva identificada pelo Focus, e é motivada pela alta na inflação elevada e nos juros.

De acordo com o estudo do Banco Central, os economistas reduziram em 0,13 ponto percentual a expectativa para a Selic em 2014, fechando a semana em 11%, contra 11,13% na semana anterior.

O ritmo de aperto monetário foi reduzido com a elevação da taxa básica de juros pelo Banco Central em 0,25 ponto percentual, saltando para 10,75%. E o BC ainda indicou outra elevação por acreditar que os ajustes são adequados à realidade financeira do país.