Publicado em: segunda-feira, 16/04/2012

Rio receberá 240 milhões de reais para ações contra o crack

O número de usuários de crack cresceu desde o início da década de 90 e não está mais restrito à cracolândia em São Paulo. Um levantamento produzido pela Confederação Nacional dos Municípios em 2011 mostrou que a droga já está em 4.430 das 5.565 cidades brasileiras. No caso do Rio de Janeiro, há mais de 3.000 usuários em pelo menos 16 pontos de consumo da droga. O mapeamento foi feito pela prefeitura e assustou as autoridades. Em função disso, as três esferas de governo se uniram e o município vai participar do programa federal ‘Crack, é Possível Vencer’.

A união deverá oferecer 240 milhões de reais até 2014 para o Rio de Janeiro ofertar mais espaços de tratamento. Outros estados também já aderiram ao programa, como é o caso de Pernambuco e Alagoas. Para estes estados serão destinados 4 bilhões de reais até 2014.

Na ultima sexta-feira, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, e Rodrigo Bethlem, secretário municipal de Assistência Social, visitaram os Centros Especializados de Atendimento à Dependência Química (CEADQ) no Rio de Janeiro. Eles servem para a reabilitação dos viciados e fazem parte da principal política da prefeitura para limitar a destruição do crack. Desde 2001 foram feitas 80 ações na cidade e ao todo foram recolhidas 3.803 pessoas.

No caso do tratamento há também investimentos por parte da prefeitura. No Rio de Janeiro serão investidos 211 milhões de reais, sendo que 4,25 milhões de reais serão oferecidos pela prefeitura. O programa pretende criar seis novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS-AD), 427 novos leitos e também 27 Consultórios na Rua para receber as pessoas que querem fazer o tratamento. Além disso, também serão organizadas ações de prevenção nas escolas e bairros. Serão também formados profissionais para trabalhar na área.