Publicado em: quinta-feira, 16/02/2012

Rio de Janeiro: integrantes da milícia Liga da Justiça são absolvidos

Na madrugada desta quinta-feira (16), o Tribunal do Juri do Rio absolveu o ex-vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho; seu irmão, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães; seu filho Luciano Guinâncio Guimarães; e Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos. Eles integram a principal milícia em atuação na capital fluminense, a Liga da Justiça, e são acusados de tentativa de homicídio ocorrida em 2005 contra Marcelo Eduardo dos Santos, cobrador de uma van que faz transportes na Zona Oeste da cidade.

Em um julgamento de mais de 20 horas o júri popular decidiu por quatro votos a três que os réus são inocentes. Segundo a promotoria não cabe criticar a decisão dos jurados, pois ela foi feita de forma democrática. Até o final da semana deverá ser decidido se a decisão será ou não recorrida. O quarteto está preso num presídio de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O crime pelo qual são acusados ocorreu durante uma carreata em Guaratiba, Zona Oeste. A milícia tentava tomar o controle da linha de van Jardim Maravilha-Campo Grande, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto. O motorista Marcelo conseguiu escapar do atentado sem ferimentos.

Durante o julgamento, os réus puderam dar seus depoimentos. Luciano negou as acusações, por outro lado, Jerominho disse que uma “trama política” foi armada para incriminá-los. O ex-vereador disse ainda que não conhecia a vítima e nem um dos acusados na ação, Leandro Paixão Viegas. O ex-deputado Natalino José Guimarães disse que as acusações eram “mentirosas e vis”. Já Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quabra-Ossos, recusou-se a responder perguntas.

A milícia Liga da Justiça surgiu em Cosmos na Zona Oeste do Rio e tem como logomarca o morcego do Batman. Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Batman e Quebra-Ossos foram condenados pela 42ª Vara Criminal da Capital pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de nove a dez anos de prisão.