Publicado em: segunda-feira, 11/06/2012

Revolta na Síria já registra mais de 14 mil mortos

Um alto número, em sua grande maioria de civis, consta no registro de mortos na Síria desde o começo da revolta contra Bashar al-Assad. A revolta contra o regime iniciou em março do ano passado e já contabiliza mais de 14 mil mortos. As informações foram coletadas e divulgadas pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As mortes contabilizadas pela ONG registram mais de nove mil civis, cerca de 3.500 soldados e mais de 780 desertores em meio a repressão e os combates. O Observatório Sírio aponta como civis até mesmo os homens armados que lutam contra o atual regime. Mesmo com a presença de aproximadamente 300 observadores das Organizações das Nações Unidas (ONU), com a proposta de supervisionar a trégua que foi decretada em abril deste ano e tem sido continuamente ignorada, a violência continua se intensificando.

Somente no último sábado (09), de acordo com o OSDH, ao menos 110 pessoas morreram. Entre eles, 28 seriam soldados, enquanto os mais de 80 restantes seriam civis. A oposição conta com Abdel Baset Sayda como novo líder, que afirma que a onde de violência na Síria está no estágio final, assim como o regime de Bashar al-Assad.

Oposição

A principal coalizão oposta ao regime atual é o Conselho Nacional Sírio, que elegeu o curdo Abdel Baset Sayda como novo líder, espera conseguir reverter a situação. Sayda declarou apenas que o grupo possui informações garantindo que o regime já não mais possui o controle de Damasco e algumas outras cidades.

Na capital, os combates têm ficado mais intensos, ainda que a cidade seja a mais bem protegida. De acordo com Sayda, o plano para a solução da crise proposta pelo emissário internacional Kofi Annan continua existindo, só que ninguém está seguindo. A execução do plano permitiria a tomada de medidas contra o regime de Assad, como uso da força ou sanções econômicas.

Sayda tem 55 anos e é considerado no contexto como independente, honesto e conciliador, sendo um dos fundadores do Conselho Nacional Sírio. Na ocasião, Sayda ainda tentou estimular que os funcionários de Assad abandonem seus cargos já.