Publicado em: quinta-feira, 31/05/2012

Remédios de marca possuem preço 28 vezes mais caro que o genérico, segundo pesquisa do Procon

Segundo pesquisa realizada pelo Procon de São Paulo, um medicamento de marca pode ter o preço 28 vezes mais caro que o remédio genérico. Para o estudo, foram comparados os preços de 60 tipos de medicamentos, sendo 30 de marca e 30 genéricos. Foram observados os valores em 15 farmácias da capital paulista. Em uma delas, o genérico diclofenaco sódico (50 mg e cartela com 20 comprimidos) custava R$ 0,90. Em outro estabelecimento, o Voltaren, que tem a mesma substância, tinha o valor de R$ 24,90. Neste caso, o remédio de marca está tendo um custo 28 vezes maior que o genérico. A diferença percentual chega a 2.667%. Observando a média das comparações, a diferença entre preços de genéricos e remédios de marca chega a 52,92% na cidade de São Paulo, conforme informações do Procon-SP.

Pesquisa mostra que no interior a diferença passa de 60%

Além da pesquisa realizada em São Paulo, o Procon também observou os preços dos remédios em mais nove cidades do Estado. Trata-se de Caçapava, Bauru, Santos, Jundiaí, São José dos Campos, Campinas, Marília, Sorocaba e Taubaté. A maior diferença entre os dois tipos de remédios foi observada em São José dos Campos, em que o aumentou foi de 60,23%. Diferente de São José dos Campos, a menor variação foi observada em Jundiaí. Aqui os preços variaram, em média, 46,42%.

Diferença entre mesmo itens também é grande, segundo pesquisa

Considerando-se somente os medicamentos de marca, observou-se uma diferença de até 419% na cidade de Campinas. O preço variado era do mediacemento Cozaar (losartana potássica), da marca Merck Sharp (50mg em uma cartela de 30 comprimidos). Enquanto em uma farmácia a caixa custava R$ 43,78; na outra era vendida a R$ 8,44. O mesmo foi observado com os genéricos em Sorocaba. Em um estabelecimento o preço do diclofenaco sódico (50mg em cartela de 20 comprimidos) era de R$ 11,38 ao mesmo tempo em que em outro custava R$ 1,39.