Publicado em: segunda-feira, 10/09/2012

Redução no preço da energia pode provocar alta da gasolina

Redução no preço da energia pode provocar alta da gasolinaUm pacote para estimular a economia no país, deve ser anunciado nesta terça-feira (11) pela presidente Dilma Roussef. O pacote prevê uma redução na cobrança da energia elétrica do país em 2013 tanto para pessoas físicas como para as empresas.

Entretanto, o setor que cuida da economia do país analisa preencher parte da lacuna que será criada no índice da inflação com o barateamento da eletricidade. Esse espaço seria usado para conceder um reajuste no preço da gasolina. Há quase oito anos, o consumidor não sofre com o reajuste do combustível.

A pressão em cima do governo surge por parte a Petrobrás. A companhia registrou o primeiro prejuízo nesse segundo trimestre depois de 13 anos. Contudo a decisão de cobrar do consumidor final o reajuste da gasolina vem sendo adiada pelo Governo Federal. A medida adotada até agora, está sendo o corte no tributo sobre o combustível. A redução de gastos com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) é uma tentativa de evitar que o aumento da gasolina seja repassado ao consumidor.

A questão é que o tempo para preencher essa lacuna se esgotou e a redução da fatura de energia elétrica poderia ajudar. A presidente Dilma, em um pronunciamento, garantiu que em 2013, a fatura da luz ficará 16,2% mais barata para pessoas físicas. As empresas, que consomem mais, terão uma redução de 28%. Com a implantação da medida, o governo espera que os produtos fabricados no Brasil fiquem mais baratos e, desta forma, ajudam a reduzir a inflação do país.

Os economistas esperam que um impacto de 0,1 a 0,5 % no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse índice é a medida oficial de inflação usado pelo Banco Central. Para 2013, o BC espera registrar um IPCA de 4,5%. A expectativa, antes do pronunciamento da presidente, era de que a inflação atingisse 5,51%.
A redução dos preços da energia elétrica no país acontece a partir da renovação de contratos de concessão, que vencem a partir de 2015. Com essa queda na conta de luz, Dilma Roussef espera uma melhor paridade de disputa entre os produtos fabricados no Brasil e os importados. Atualmente, a conta da energia elétrica no país é uma das mais caras do mundo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outros Pacotes

O governo federal ainda pretende anunciar outras medidas ainda este ano. O próximo anúncio deve ser a desoneração da folha de pagamentos que alcança 15 áreas da economia até o final de setembro. Depois, o benefício deve ser estendido para outros seis setores. Outra medida é a redução dos juros na economia, seja pela Selic, taxa básica (7,5% ao ano) ou por linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de bancos comerciais. Essa redução deve servir aos empresários como formas de investimentos que foram contidos entre 2011 e 2012 devido a desaceleração da economia.