Publicado em: terça-feira, 04/02/2014

Redes Sociais são utilizadas para engajar jovens na guerra da Síria

Redes Sociais para engajar jovens na guerra da SíriaAs autoridades da União Europeia estão preocupadas com o uso das redes sociais, principalmente do Facebook, como uma forma de tentar recrutar jovens para a luta. Isso seria feito através de mensagens explícitas e páginas supostamente criadas por jovens que já lutam e que buscam atrair simpatizantes à causa. A maior parte dessas páginas seria feita por jovens que se converteram ao islamismo radical e engrossam as fileiras dos batalhões do Estado Islâmico no Iraque e Levante (EIIL), grupo ligado à Al-Qaeda que pretende instalar a lei islâmica (sharia) na Síria, contra a vontade de suas famílias.

Buscando minimizar isso a Comissão Europeia orientou que os governos do bloco, além da proibição e remoção de material ilegal, comecem a publicar mensagens opostas as dos extremistas.

Incentivo

Nas páginas aparecem fotos dos supostos combatentes, exibindo orgulhosos e sorridentes suas armas, com mensagens públicas e visíveis a todos os usuários das redes sociais contra o governo de Bashar al-Assad, contra grupos rebeldes moderados e contra toda forma de democracia. Nos comentários, cronologicamente ordenados embaixo das fotos, muitos simpatizantes afirmam estar ansiosos para se unir ao grupo e combater aos infiéis. Os combatentes da linha de frente respondem que esperam os novos recrutas de braços abertos e prometem ajudá-los com a logística.

Embora menos frequentes, até fotos de cadáveres de companheiros de luta são publicadas e despertam simpatia entre os contatos virtuais dos combatentes, que escrevem comentários dizendo que é uma honra e que Alá lhes abrirá as portas do paraíso. No entanto, para as autoridades, os autores dessas páginas são inconscientes e orgulhos e acabam por ajudar a identificar células terroristas ativas em seus países, sendo monitorados pelos serviços de antiterrorismo e tendo as informações que divulgam usadas sobre investigações sobre os combatentes.

(Com informações da BBC)