Publicado em: terça-feira, 26/03/2013

Redações do Enem que tiverem nota máxima vão passar por terceira correção

Redações do Enem que tiverem nota máxima vão passar por terceira correçãoO ministro Aloizio Mercadante da Educação, disse durante a última sexta-feira (22) que as redações que alcançarem a nota máxima de 1000 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vão ter que passar por uma terceira e nova correção, que vai ser realizada por uma banca de professores doutores, para que possam chancelar esta nota máxima. Esta alteração ocorreu após ser divulgado que alguns textos que continham erros básicos de ortografia, como por exemplo “trousse” ao invés de “trouxe” e também “enchegar” ao invés de “enxergar”, tiveram a pontuação mais alta desta avaliação.

Mercadante diz que o ministério irá propor isto e estão discutindo junto da comissão técnica que caso a pessoa consiga a nota máxima, para que o rigor e a excelência forem garantidos, todas vão para uma banca. Isto é, não é necessário que apenas os dois primeiros corretores deem nota de 1000 pontos e sim que a redação vá de maneira automática para a avaliação da banca com três doutores para ver se a nota de fato é 1000.

Já sobre as falhas que ocorreram durante a correção, que fizeram com que deboches como, por exemplo, a inclusão de uma receita de macarrão instantâneo miojo e inclusive uma parte da letra do hino do Palmeiras, Mercadante não quis dar muita importância para o ocorrido e relembrou que entre todas as 4,17 milhões de redações, foram identificados apenas seis deslizes.

Ele diz que o Enem é um exame transparente, e a transparência ocorre exatamente devido a um debate pedagógico, ele ainda acrescentou que as seis redações com problemas podem ajudar com que o MEC consiga aprimorar a sua política.

Esta foi a primeira vez que o ministro Mercadante chegou a se manifestar sobre os episódios que envolvem redações com boa avaliação no Enem que estavam com erros gramaticais básicos ou que tinham textos sem sentido inseridos. Ele esteve participando durante a sexta-feira (22), na capital Brasília, de uma assinatura de um acordo junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para realizar a fiscalização de cursos de direito do país.