Publicado em: quinta-feira, 19/07/2012

Reajuste dos professores será acima da inflação até 2015, enfatiza ministro

Dados do Ministério do Planejamento defendem que a proposta apresentada na última sexta-feira aos professores universitários que estão em greve está acima da inflação até 2015. A categoria alega que o reajuste não permite ganhos salariais em função da inflação. No entanto, o governo ressaltou, em nota, que todos os docentes terão ganhos salariais reais ao contrário d que dizem os professores, que a inflação vai corroer o salário. O ministério do Planejamento também mostrou que a proposta segue a política de valorização do governo Lula, a qual teve início ainda em 2003. Segundo o informativo, desde esse período a categoria vem recebendo aumentos reais que ajudam a recompor as perdas dos anos anteriores. Segundo o órgão do governo o salário inicial dos professores em 2002 era de R$ 2.436. Com o reajuste anunciado na última semana o aumento passa para R$ 8.439 até 2015. Depois de atingir o topo da carreira, o salário chegaria a R$ 17.057. Pelos dados do governo, com essa proposta haveria um aumento real de 56,82% no salário final. No caso de professores com mestrado e regime de 40 horas, sem dedicação exclusiva, a remuneração de R$ 5,502 até 2015, sendo que em 2002 a renda não passava de R$ 2,574.

Professores discordam da proposta e dizem que ela não atende as reivindicações

Segundo Marinalva Oliveira, presidenta da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), a proposta do governo não atende às reivindicações da categoria. Segundo ela, essa proposta só atende quem está no topo da carreira e não é atrativa para todos, pois não contempla os professores com menor nível de escolaridade. A próxima reunião entre professores e o governo está agendada para o dia 23 de julho, na próxima segunda-feira. A greve já dura dois meses e deve continuar até lá.