Publicado em: quinta-feira, 21/06/2012

Raúl Castro critica falta de vontade política dos países desenvolvidos

O ditador de Cuba, Raúl Castro, fez um discurso durante a Rio+20 e aproveitou a ocasião para fazer críticas aos países desenvolvidos por sua “falta de vontade política” no luta às mudanças do clima. O ditador também criticou os conflitos atuais que são motivados pela busca por recursos energéticos, fazendo uma referência, de maneira indireta, à Síria e a Primavera Árabe.

Castro disse em seu discurso que a pausa das negociações assim como a falta de um possível acordo que combata as mudanças climáticas são o reflexo visível da falta de vontade dos países desenvolvidos em agir com responsabilidade e cumprir as obrigações. O ditador cubado também lamentou as negociações que fizeram com um documento da Rio+20 se tornasse menos ambicioso, mesmo com os esforços brasileiros para que isso não acontecesse.

Controle de recursos energéticos

Para o ditador de Cuba, há 20 anos que existe uma nova forma de guerra mundial. Esta guerra, segundo Castro, tem por intuito o controle do acesso aos recursos de energia, como a água e o petróleo. Para Raúl Castro, esta nova guerra acontece da mesma maneira da realizada em 2003, em que os Estados Unidos afirmou que o Iraque possuía armas de destruição.

Assim como o presidente da Bolívia, Evo Morales, Raúl Castro mencionou o discurso proferido por seu irmão, Fidel Castro, na Eco-92. Na ocasião, Fidel afirmou que a espécie humana corria o risco de desaparecer devido a progressiva e rápida destruição do meio ambiente. Raúl Castro afirmou que na época o discurso pode ter sido alarmista, mas hoje pode ser considerado verdade.