Publicado em: quarta-feira, 28/05/2014

Queniano tem hipoglicemia durante prova e chama atenção para o problema

Queniano tem hipoglicemia durante prova e chama atenção para o problemaO maratonista queniano Eliud Magut chamou a atenção do mundo depois de ter sofrido para conseguir completar a prova na cidade de Pádua, na Itália, que aconteceu no final do mês de abril. O atleta teve sinais de exaustão por conta da falta de carboidrato no corpo, por isso caiu e levantou diversas vezes durante o percurso.

No final da prova, Eliud mostrou que o corpo estava entrando em falência funcional. O técnico do atleta o acompanhou e o estimulou a levanta-se a cada vez que caía. A equipe médica que estava presente no local só socorreu o queniano no final da prova retirando ele da competição. Mas isso só aconteceu quando Eliud não conseguiu mais se levantar. Ele foi hospitalizado depois de demonstrar que não conseguia mais ficar em pé.

Por trás do drama que Eliud sofre está o risco de vida. A polêmica girou em torno ainda da atitude do treinador de incentivar o atleta a continuar mesmo sem forças. Além disso, a equipe médica não interviu antes, demorando muito a atendê-lo e não privando por sua saúde.

Os sinais de falência funcional e exaustão ao extremo apontam riscos para a saúde. Até porque isso é resultado de desidratação e pode ter associação com a hiponatremia. Trata-se da diminuição do índice de sódio no sangue, o que resulta em falta de coordenação motora e pode evoluir até chegar a uma lesão neurológica.

Outras consequências desse tipo de esforço pode ser a hipoglicemia, que é a pouca capacidade do corpo produzir energia por causa da falta de reserva de carboidrato. Assim, o açúcar no sangue diminui e causa risco ao sistema nervoso. O atleta não consegue aumentar a temperatura corporal por causa da desidratação.

Essas combinações podem levar o indivíduo à morte, inclusive ao suportar níveis altos de sofrimento como foi o caso do queniano Eliud. Mesmo um atleta tendo enorme tolerância física, as células nervosas possuem a mesma vulnerabilidade de uma pessoa comum e não ficam protegidas por causa dos treinamentos. O vídeo da maratona pode ser assistido na internet e mostra a angústia do queniano.